O Canto do Galo – Décima quinta parte

Canto do Galo

Enfim, um dia lindo. Feriado! Corpus Christi. Quem sabe a que se refere esse feriado? O galo sim, o sabe e se importa. Pois não para de cantar. Talvez queira através de seus esforços, referendar o fato. Talvez, em sua linguagem galinácea, dizer que não cantou só quando Pedro negou a Cristo, mas que sim, cantou também quando a Hóstia branca, em  Bolsena(Itália) transformou-se em carne e sangue borrifado sobre os elementos da Missa. Isso foi o que a Igreja Católica criou, no século XIII. Sim, ele deve ter cantado lá. Se não ele, algum ancestral seu. Agora, nesse momento, canta repetidamente do alto do seu poleiro do 5º andar de um prédio da Cristóvão Colombo. Anuncia sua proeza. Não a do milagre da transformação, mas o da presença. Afinal, onde tu irias e não encontrarias um galo? Tempo, lonjura, ambiente, seja qual for o caso, lá haverá a presença dum galo. Se até na corte onde Cristo foi julgado havia um galo, porque não haveria de ter um na Cristóvão? Seguimos no bico do galo. Veja: Décima sexta Parte


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