O Canto do Galo – Décima segunda parte

Canto do Galo

OK. Ontem a tarde, fui até o prédio do galo. Haveria uma forma de encontrá-lo? Será que seria a primeira vez que eu pediria audiência com um galo? Mas, e se estivesse dormindo? Tomei o cuidado de fazer minha pesquisa particular. Finalmente, falei com o sapateiro. No início, ficou me olhando. O que? Perguntou. Um galo? Aqui? Na! nunca ouvi um galo. Foi a reação do sapateiro. Mas, ao conversar com ele, descrevi a situação. Não é que o guarda da Panvel virou com interêsse pra conversa? Aí não tive dúvidas. Esse cara tinha algo a dizer sobre o galo. Que surpresa! Disse-me: – “pô”, esse galo me incomoda todos os dias das 8 às 12H! Eu ainda vou dar um tiro nele!  Bah! Fiquei admirado. Não sabia que o bicho tiraria alguém do sério a esse ponto. Mas…hoje estamos vivendo tempos difíceis! Qualquer palavra mal interpretada já dá motivo pra briga, então imaginem o canto do galo! Voltei minha atenção ao prédio. Queria ter certeza que na altura em que o galo estava, não seria fácil acertá-lo. Tadinho! E eu que pensei este bicho fosse apenas fruto do meu delírio. Imagina! Não consegui ninguém que me levasse até ele. Mas não tem nada não. Hoje não tive tempo, mas amanhã voltarei a investigar. Ah! Ele segue cantando. A plenos pulmões. Aguardem que aí vem mais! Veja: Décima terceira Parte


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